sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

MUTISMO POÉTICO

As urgências da vida
Encheram meus poros.
A palavra cá dentro
Endureceu.

Poesia em prisão de ventre

A poesia lá dentro presa.
Num estado de profunda mudez.
E sobre todas as coisas a poesia gritaria...
Estática sou quando não grito na poesia,
Não ao verso,
Não à cada letra
Não à cada ponto e virgula.

Poesia em prisão de ventre,
Sem causa nem motivo aparente.

A falta da poesia
Em mim,
Olhos abertos
e total cegueira.

domingo, 27 de junho de 2010

Feminina natureza

A poesia é pura essência,
Feminina natureza
para ser desnudada,
em certas ocasiões
por inconfundível
paciência e maestria
devorando as saliências,
a espessura, o odor
 (sim há odor na poesia)
e feminina natureza
exige em outras ocasiões,
a mão sôfrega do amante,
que adentra sem licença,
sem nenhum pudor,
num gozo cheio de completude,
poesia carnal.
poesia de feminina natureza
não pede do seu amante,
o decorar de seus versos,
se enfada destes,
(são invasivos)
de feminina natureza,
exige extremos,
da paciência que admira,
a sofreguidão que adentra,
exige uma constante,
repetição,
feita de nuances variados,
porque ela a poesia
será sempre diversa,
não importa
quantas vezes seus olhos,
suas mãos, suas narinas
seus ouvidos,
todos seus sentidos
já tenham conhecido,
seu domínio,
ela a poesia,
será sempre diversa,
como mulher desposada.
poesia,
é femina
por não ter lógica,
ser construída
assim em essência bruta,
como num sopro,
num desvario.
Carrega na essência
artigo definido de som aberto.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Tratado do existir Nº 2

Entristeço como tudo na natureza,

como coisa que sou
sucumbo aos tormentos cotidianos.
Enrijeço.
Mas dentro,
é colóide.
e o pavor que em mim mora
reverbera-se
em todas as formas
há dias de estoicismo,
há dias de queda,
há dias de pranto,

se salto pra fora
assusto-me
em quantos
sou capaz de fazer,

Quando alegre,
Também sou coloidal
Fora e dentro,
e as agitações de dentro,
amplificam as cores, cheiros
sons, texturas ....

No estado de
“nem alegre, nem triste”,
É o colóide de dentro,
que torna os tormentos cotidianos
um pouco menos
claustrofóbicos.

Recosto da cabeça

E o ombro parece se projetar

além do corpo
de repente
o pequeno

aumenta
 sorrateira
sua cabeça
ocupa o buraco
que cresceu.

arrimo de gente.

terça-feira, 25 de maio de 2010

SOLIPSISMO

POEMA


                                                                     CONJUGADO

NA SINGULARIDADE

                                              DA PRIMEIRA

PESSOA.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Resposta ao trocadilho

Certos dias eu me sento na varanda,

entoa canções no violão,
e a rua toda é platéia,
creio não,
vivo constantemente cantando,
e me faz tão bem.
fazer o que? é de família.


poema de minha Bê ....
blog: http://bessantana.blogspot.com/
e tudo começou com Adélia Prado...

  Congresso internacional das artes   Agora cantaremos o medo, porque não há mais rascunhos. Ninguém escreve em cadernos sujos, ne...