Congresso internacional das artes
Agora cantaremos
o medo,
porque não há
mais rascunhos.
Ninguém escreve
em cadernos sujos,
nem risca
palavras.
Não há mais desenhos,
rabiscos soltos
em folhas brancas.
Os seres humanos
foram aos poucos esquecendo.
Cada vez era mais
fácil um texto nascer limpo,
coisas nasciam prontas.
Aos poucos as
máquinas minaram o impulso,
Tudo passou a ser
editado por LLMs,
já não éramos bons
sozinhos.
O tempo passou,
tudo foi
decidido.
Por eles,
todas as cláusulas
desse contrato
imposto.
Os últimos
rebeldes,
não conseguiram
explicar
Novos mundos eram
impossíveis de serem sonhados.
Quase sem
perceber,
só restou o torpor.
p.s: um blog ainda vive nesses tempos??? ou morreram todos?