domingo, 26 de abril de 2026

 

Congresso internacional das artes

 

Agora cantaremos o medo,

porque não há mais rascunhos.

Ninguém escreve em cadernos sujos,

nem risca palavras.

Não há mais desenhos,

rabiscos soltos em folhas brancas.

 

Os seres humanos foram aos poucos esquecendo.

Cada vez era mais fácil um texto nascer limpo,

coisas nasciam prontas.

 

Aos poucos as máquinas minaram o impulso,

Tudo passou a ser editado por LLMs,

já não éramos bons sozinhos.

 

O tempo passou,

tudo foi decidido.

Por eles,

todas as cláusulas

desse contrato imposto.

 

Os últimos rebeldes,

não conseguiram explicar

Novos mundos eram impossíveis de serem sonhados.

 

Quase sem perceber,

só restou o torpor.


p.s: um blog ainda vive nesses tempos??? ou morreram todos?

 

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