quinta-feira, 19 de novembro de 2009

poema parasita 2

No setembro
tem chuvas.
Nas chuvas
brotam cigarras.

por sua vez,
cigarros
, nas chuvas,
desbotam,
impotentes.

Cigarras
cigarilham
estridentes
dentro
dos meus
orifícios.

e, nos meus,
flutuantes,
cigarros aniquilam
dentifrícios.

ci ga rra
ci ga rra

e..s...f...u..m...a..ç..a...

Nome, som
incrustantes.

nome, som
deteriorantes.

*Porque o amigo poeta Henrique Vitorino, inventou essa história no seu blog: http://encurtacao.blogspot.com/

os versos em azuis são dele ...uma licença de cor

Nenhum comentário:

Postar um comentário

  Congresso internacional das artes   Agora cantaremos o medo, porque não há mais rascunhos. Ninguém escreve em cadernos sujos, ne...