quarta-feira, 25 de maio de 2011

Pequena crônica poética – partitura musical

No oco da pausa musical


habita o silêncio,

a nota é figura

de vibração.

Lanço-me em seus antagonismos,

em íntimo gozo.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Objetos inexistentes – teoria das idéias

                            (Ao meu amigo Leandro )

Há o mundo das idéias,
suspenso ...
colóide que envolve
a pequenez do planeta Terra...
alastrando-se até o infinito,


então queria eu,
mergulhar a vara brilhante
pescador eu seria.

terça-feira, 10 de maio de 2011

( Retratos contados)

Mistério infantil

Meu pai me dizia:
- Fui um dia pegar girino
pra ver virar neném;
desapontado fiquei;
girino vira sapo.
Mas como fazia neném?
Por volta dos dezesseis; fui entendendo;
sobre o homem e mulher.

ps: um texto que encontrei em meus guardados... tem cheirinho de mofo!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Objetos inexistentes – fixador de atenção

Sinto que meus olhos

Despregam-se de suas obrigações,
Tantos estímulos,
Produzem aceleração do piscar.

Meu pobre olho
de natureza já titubeante
obrigado a este frenesi
de piscadelas
pouco captura.

Onde está o spray de atenção?
com efeito de descongestionante nasal.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Objetos inexistentes – alargador do tempo

O tempo tem atropelado
o corpo e a consciência
sinto falta da minha ignorância temporal,
em criança eu tinha um alargador de tempo
agora adulto com urgência
vejo que o perdi junto com
tudo que havia no faz-de-conta.

Os segundos
minutos,
horas,
semanas
meses
anos
escoam então
cada vez
mais
li-gei-ros
na ampulheta.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Objetos inexistentes - olfato

O olho olha,
A máquina rouba o olhar,
registra-o para além do tempo.

O nariz cheira,
Onde estão meus frascos de cheiros perdidos?
Memória olfativa.

Inspiro o mundo
Expiro o mundo
pra dentro das buretas.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Lição de culinária – empadão goiano

Dentro ali da cozinha,
os odores fumegantes
nas panelas.
Alegria quente,
Alumbramento no mistério
de abrir a massa
(de farinha e água)

Forrar a forminha
(já de família)
rechear.
Alegria quente
Quando a mesa posta.

Agradecimento silencioso.

  Congresso internacional das artes   Agora cantaremos o medo, porque não há mais rascunhos. Ninguém escreve em cadernos sujos, ne...