Fito as imagens,
que fixas só me fingem
retribuir.
Deleito-me com os instantâneos
Perpepasso todo meu ser
em cada momento encapsulado,
para isto que se denomina
posteridade.
Alguns poderiam ser destruídos
em ato de amnésia.
Mas não há jeito ou forma
de fazê-lo.
Somente o silêncio diante do estranhamento
da vida que se passa, sem possibilidade de detenção.
Guardo meus sortimentos na caixa.
Cuidadosamente.
domingo, 23 de agosto de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Sinônimo de amor feinho
À L.F
Quisera eu ser o arauto
a proclamar um daqueles
amores
su-bli-mes
mas sou pequena
e só conheço o amor
cotidiano
(que é sinônimo do amor feinho)
que é todo feito de espasmos,
água com sal
e assombramentos
em todos os dias.
Quisera eu ser o arauto
a proclamar um daqueles
amores
su-bli-mes
mas sou pequena
e só conheço o amor
cotidiano
(que é sinônimo do amor feinho)
que é todo feito de espasmos,
água com sal
e assombramentos
em todos os dias.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Aprendiz
El sonido de sus letras
Hacen vibraciones
En mi cuerpo
Las palabras acarician mi piel
Alcanzan mis sentidos
En éxtasis me vuelvo
En busca del racional.
Hacen vibraciones
En mi cuerpo
Las palabras acarician mi piel
Alcanzan mis sentidos
En éxtasis me vuelvo
En busca del racional.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Instantâneo feminino
- “Sua filha é linda”
- Foi tão difícil, meses tentando.
- Olha ela chorou!
- Escutou minha voz, mamãe já vai. Criança quando chora é fome ou sono.
- Crescem tão rápido. Só tenho sobrinhas, já moças.
- Você partiu meu coração agora, dói pensar nela grande
- Foi tão difícil, meses tentando.
- Olha ela chorou!
- Escutou minha voz, mamãe já vai. Criança quando chora é fome ou sono.
- Crescem tão rápido. Só tenho sobrinhas, já moças.
- Você partiu meu coração agora, dói pensar nela grande
Do olhar-se (nº 1)
Despi-me das vestes
Que cobrem
Minhas vergonhas
Meus pudores
Agora é o corpo
Essa crueza
Na frente do espelho
O vinco
A pele
O estranhamento
Dos músculos
De si
Dos dias que passam
Da imagem que se projeta
E daquela que está introjetada.
Que cobrem
Minhas vergonhas
Meus pudores
Agora é o corpo
Essa crueza
Na frente do espelho
O vinco
A pele
O estranhamento
Dos músculos
De si
Dos dias que passam
Da imagem que se projeta
E daquela que está introjetada.
Sensação visual
A luz oblíqua
Recobre as casas
As ruas
As pessoas
Uma luz amarelada
que se anuncia
todos os dias
próximo as cinco da tarde.
É esmaecida
Com tons sépia
Desgastada pelos anos,
É única.
Próximo as seis
Por detrás daquele alto
Se retira.
Já tendo me penetrado.
Recobre as casas
As ruas
As pessoas
Uma luz amarelada
que se anuncia
todos os dias
próximo as cinco da tarde.
É esmaecida
Com tons sépia
Desgastada pelos anos,
É única.
Próximo as seis
Por detrás daquele alto
Se retira.
Já tendo me penetrado.
Das inutilidades escritas e ditas
Estes dedos
só conseguem teclar
preguiçosamente
as linhas
em estado de auto-avaliação
egocentrismo
só sei falar daquilo que vejo
através
olho-mágico
de mim mesmo.
expiação
do ser.
só conseguem teclar
preguiçosamente
as linhas
em estado de auto-avaliação
egocentrismo
só sei falar daquilo que vejo
através
olho-mágico
de mim mesmo.
expiação
do ser.
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