domingo, 22 de junho de 2014

Pequena crônica poética – fogos

Crepita a lenha
estalos da combustão
Mãos erguem o mastro
        Rodilhas de fitas coloridas
        varal de bandeirolas abrigadas pelas estrelas juninas


o boi de chitão
corre pela praça
ê ê ê boi
alguns pequenos choram sobressaltados.
o tempo contará sobre a natureza do boi.

        Canjica de tacho
        pipocas em estouros
       
quando tudo acabar
aquela certeza das coisas que se repetem
ano após ano.




quarta-feira, 18 de junho de 2014

Bodas



Guardo os meus ‘’sentires’’
em espera ansiada

Em bodas
(palavra que solta espumas pela boca)

Dia de sol todo feito de amarelos reluzentes,
Azul de brancas nuvens.

Temperatura quente em cada abraço,
Casulos de corpos e afetos.
(afetos nem sempre presentes em pele e osso)

Provável que não chova em novembro,
Mas é certo das águas salgadas, no terreno de minha face.
Pode ser que vapores esfumacem seus óculos.

E quando todos se forem,
O seu ombro será repouso.


quinta-feira, 3 de abril de 2014

Pequena crônica poética – hidros nº 02

Cidade pompa
Exibe o corpo para o olhar estrangeiro.
despudor.
No topo, torres vigiam
a parte baixa.

Na parte baixa
ruas exibem os sentidos do corpo.
Os corpos deitam sobre as águas do rio.
Efervescência.


Rio das almas
|todo pudor|

Rio das almas...
| todo prazer|.


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Pequena crônica poética – hidros nº 01

 O curso da água desenha a cidade.
Deito meu olhar sobre os rios

nomes próprios em cada curso

lá na cidade de pedra
o rio divide
o lado de lá
o lado de cá,

                forte em suas arrebantações
                pouco sobra das coisas dos homens.

na cidade de pedra o vermelho esparrama-se em reinado.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Aula de cardiologia


                             ( um Tum-tá de agradecimento)

Tum-tá-tum-tá.....
Auscultam-me

 samba cardíaco

ampliação estetóscopica
o breve sopro.


E assim um samba cardíaco cadenciado.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Dicionário animal

Aleluias vocejam
Na luz.
Se escuro | asas se fecham
                               em vôo decadente.
se luz?
                               oh ! aleluia!

Se aleluia,
o sapo estira a língua,
asas se partem.

                               Noite escura

                               Insondável partitura musical.

Pequena Crônica Poética – rio dourado

                                  ( em Pilar de Goiás)
O rio oculto,
trouxe nos seus veios
metal dourado

Lavrou a cidade.

Lavrou o homem.

Do dourado áureo ao pastel esmaecido.
Silêncios.
Almas vacantes pendulam com o sino.


  Congresso internacional das artes   Agora cantaremos o medo, porque não há mais rascunhos. Ninguém escreve em cadernos sujos, ne...