quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Poemeto sobre o dia a dia

Cada dia a casa se faz,
mais lar
com as invariáveis pistas de que há moradores
na cozinha, sala, quartos e banheiro.
Miudezinhas cotidianas
o sentir que se amplia para caber no limite do abraço.


Apreender um tanto de si e do outro todos os dias.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Lições poéticas - do lugar da poesia

“ Porque a maneira de reduzir o isolado que somos dentro de nós mesmos, rodeados de distâncias e lembranças é botando enchimento nas palavras.”
Manuel de Barros – Lides de campear


Poesia sai do oco das gentes.
de forma que nasceu com a humanidade. Dos jeitos de escrever é o mais velho.
Poesia anciã da palavra.
de forma que a poesia é dada a humildades.
                               importante são os modos de imaginar.

                Poesia é precisão
                como que de ar, água, comida e etc...
                é  ampliar-se na existência

                escutando o silêncio de si. 

terça-feira, 31 de março de 2015

Lições poéticas

  As coisas que não levam a nada
   Tem grande importância
              Manoel de Barros – Matéria de poesia


...Quanto mais poesia há na vistas maiores se tornam as coisas pequenas.
Parece que a poesia tem assanhamentos pelas causas despercebidas...

 Houve um tempo que me fizeram crer que poesia era causa catedrática.
de métrica , rima, versos
era a poesia vestida de traje de gala.
( eu já queria tirar a roupa da poesia mas precisava de muito esforço pra desembrulhar)
 Nesse tempo achava que a poesia só olhava o importante.
tenho nada de importante.

Nem sei de quando começou
(vagas me lembram que foi lentamente)
a poesia foi afrouxando o traje de gala,
falando das coisas miudinhas,
vi tanta graça que fui arrebatado.

... pode ser a origem desses meus achamentos de poeta ...


sexta-feira, 13 de março de 2015

Domesticidades

Entre a mulher que sou
e a casa que se faz
há vagos de espaços
demoradamente preenchidos
como se tulhas fossem.
Ao fim do dia quando tu chegas

casa se aquece em branda chama.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Pequena crônica poética – fluminenses

Primeiro foram os morros,
Insurgências do oco da terra,
os homens galgam os morros com as casas,
relações abstratas de apoio.
Alguns foram tingidos em cinza
outros, resistem ainda verdes.

Relevo de desenho pouco útil
| como viu Elizabeth Bishop|
De arredondados libidinosos

olho fica cheio de assanhamento.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Poeminha confessional

Ouvi a confissão de minha irmã
Pouco capturei desses algoritmos.

com o olhar cheio de compreensões mudas
laços familiares,
lhe digo que pouco tenho da rigidez do número.
Assombros vieram sempre das palavras.


Palavra é desdobrável. 

  Congresso internacional das artes   Agora cantaremos o medo, porque não há mais rascunhos. Ninguém escreve em cadernos sujos, ne...