terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Entre mãe e filha

Te fito nos olhos,
um desejo de estar neles.
O quanto olhamos sem nos enxergarmos?

As coisas que o tempo apaga na gente,
a arte de perder todos os dias
entre rápido e devagar.

Essas lágrimas
teimosas de seus olhos,
são as peles que vestimos caindo no chão?

Muitas vezes eu queria acender coisas em você,
com um sopro encher de ar.
Ver pontos brilhantes.
E fico brava porque não consigo.

Onde miram seus olhos?

Haverá um fio invisível
entre uma mãe e sua filha?
que a vida cumpre de estirar, estirar
mas as vezes encolhe
muito próximo.

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