quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Fármaco poético

( Para Dalton Castro)

Toda poesia é uma tentativa:
recorrente de esvaziar um tanto de si,
agitar os sedimentos depositados no fundo.
Por que se escreve?
Necessidade vital de burilar a palavra
pra sair figurinhas cheias de insignificâncias.
Há as vezes cansaço
burilar a palavra ocupa muita parte do tempo,
é preciso se esforçar para não esquecer,
tem horas que se quer esquecer e não se pode,
tem horas que se quer lembrar mas já passou
e o que ficou é um vago esboço do que se pretendia.
tem horas em que se quer largar mas a coisa vai crescendo
e você não presta pra mais nada,
daí a coisa sai em qualquer lugar, as vezes como um borrão.
Pode ser da poesia, ser um tanto terapêutica.


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Tudo chega tão rápido, Mares infinitos que se abrem por meio de telas brilhantes. Tanto mais eu nado, mais me afogo. Bits brilhantes de m...