sábado, 8 de setembro de 2012

Pequena crônica poética - Cidade solitude


As montanhas fecham a cidade
eu me fecho por entre as casas baixas
na mais completa solitude
em  diálogos imaginários.
Na cidade solitude habito sempre o  meio,
no espaço reduzido da quadricula quarto
a vida alheia invade tênues demarcações do território.
Espreito as domesticidades vizinhas
ciente de pairar por sobre as coisas da pálida cidade.
por sorte na cidade solitude é possível abrir a fenda em si mesmo,
com toda a dor.

4 comentários:

  1. 1a vez aqui estou absolutamente encantado com os teus poemas!

    ResponderExcluir
  2. Raquel, cada palavra gritou por mim. Se fez minha fenda. Obrigada

    ResponderExcluir
  3. Sempre me encontro só:
    na multidão ou entre montanhas.

    ResponderExcluir

brinquedos poéticos

É preciso ser meio partido Pra gostar de brinquedos poéticos, Parece que a poesia arruma jeito de emendar as coisas partidas da gente. Po...