domingo, 29 de abril de 2012

Seara do poema


(Para Diogo de Lima)

O poema é estado gestação,
Cresce por dentro...
Vagarosamente

            Cá dentro
            A matéria bruta
            e o intangível
            Transfiguram-se.
            Por inaptidão
            (das terminações nervosas)
            de apreender o sentido do óbvio,
           
o poema é a libertinagem das palavras,
e todo parto é contração dolorosa
(ainda que cheia de gozo)

            Após o parto pertence ao outro,
            libertino que é,
transfigura-se outra vez.


sábado, 7 de abril de 2012

Do entorpecimento da amizade

Do entorpecimento da amizade
[p/ Raquel Beatriz]

Algumas pessoas
Permanecem

com m smo súb to


qu esqu c mos

de quando
de quando
de quand?

o pr mei o

en ntro
 
 
ps::: presente meu em:::http://paulinhatavares.blogspot.com.br

Mares brilhantes

Tudo chega tão rápido, Mares infinitos que se abrem por meio de telas brilhantes. Tanto mais eu nado, mais me afogo. Bits brilhantes de m...