segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Pequena crônica poética – sobre o afeto

                                        ( minha pequena Corumbá de Goiás)


Por vezes era eu na sua pequenez,


nas ruazinhas tortas,

no desalinho da torre,

devagar entranhei em seus lugarejos,

tão meus ficaram os cotidianos.



As partes do corpo

foram sua exata medida,

pernas nos morros,

olhos esverdeados no verde ainda despido do cinza humano,

ouvidos nos zunidos das muriçocas ... nas alvoradas da banda

apenas um corpo.



No instante da divisão,

São dois pares de olhos

que se embaçam no abraço

comungado.

2 comentários:

  1. Lindo.... palavras escritas por uma sabia mulher, que por fim agora eterna Corumbaensse...
    amo muito você! amiga de coração.... G

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