segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Seara do poema

(Para Diogo de Lima)


   O poema é estado gestação,
   Cresce por dentro...
   Vagarosamente
  
Cá dentro
A matéria bruta
e o intangível
Transfiguram-se.
Por inaptidão
(das terminações nervosas)
de apreender o sentido do óbvio,

o poema é a libertinagem das palavras,
e todo parto é contração dolorosa
(ainda que cheio de gozo)

Após o parto pertence ao outro,
libertino que é,
transfigura-se outra vez.

1 comentários:

  1. existe poema sem palavras? pq olha...nao tenho nenhuma pra comentar essa sua nova beleza

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