quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Embornal da saudade

                    Homenagem aos amigos nativos ou não de Uberlândia, a enorme falta!


No princípio eram as ânsias,
mas
quando os olhos se abriram de
             estatalar
foi o
     susto,
e o olhos estalados de susto,
viam as compridas avenidas,
os ônibus aboletados,
as lojas,
o ir e vir,
e tudo tão grande.


Ainda cheio de susto,
foram adentrando
as marias
e joãos,
e então o susto
apavorou-se.
E quando ensaiva a volta
as marias
e joãos
eram só abrigo.
E assim tudo ficou familiar,
de tal jeito,
que todos os dias
são estes agudos no peito.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

poema parasita 2

No setembro
tem chuvas.
Nas chuvas
brotam cigarras.

por sua vez,
cigarros
, nas chuvas,
desbotam,
impotentes.

Cigarras
cigarilham
estridentes
dentro
dos meus
orifícios.

e, nos meus,
flutuantes,
cigarros aniquilam
dentifrícios.

ci ga rra
ci ga rra

e..s...f...u..m...a..ç..a...

Nome, som
incrustantes.

nome, som
deteriorantes.

*Porque o amigo poeta Henrique Vitorino, inventou essa história no seu blog: http://encurtacao.blogspot.com/

os versos em azuis são dele ...uma licença de cor

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Herança

Há o que se dizer da religiosidade da família
os avós tiveram
a maria que ficou sendo do carmo
explicitando, não uma maria qualquer

e a outra, uma profusão
azul celeste
que é maria
de todos os santos

ela em todo seu impressionismo
confiou sua prole
sob a proteção
da santa beatriz
e são judas tadeu

Amém!

Pequena crônica poética – sobre os lençóis

Paisagens mutantes, vento e areia minúsculos pontos brilhantes envolvidos num sopro. Sopros e pontos brilhantes construindo relevos. Lá ...