terça-feira, 10 de março de 2009

Floração

Um roxo intenso,
É tanto roxo, que enche minha pupila
Chega a ser vulgar tanta cor,
Mas é passar e virar para ver o roxo
Às vezes, meu olhar se detém,
Tempos indefinidos
Quanta cor!
Quanta cor!
Em certos períodos do ano,
Meu caminhar fica mais longo,
Porque me demoro,
Quanta cor!
Quanto roxo!
Beleza explicita
Como mulher no verão
Impossível não se notar,
O roxo impregna meu corpo
De tal forma,
Que sinto a cor virar cheiro
Um cheiro de colônia doce,
Dessas que ficam por muitos dias
Agarradas junto ao corpo.

Quanta cor!
Quanto roxo!

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